Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

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Descoberta reforça que preservação da área é fundamental para a conservação da espécie

 

Um casal de onças-pintadas foi flagrado na Serra do Mar paranaense. O registro foi resultado do projeto “Conservação de grandes mamíferos no Corredor da Serra do Mar/Lagamar”, coordenado pelos pesquisadores do IPeC, Roberto Fusco Costa e Bianca Ingberman, em parceria com a SPVS (Instituo de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental). A onça-pintada é considerado o maior felino das Américas e ameaçado de extinção no Brasil. Na Mata Atlântica, a situação da espécie é bastante crítica e ainda persiste em poucos remanescentes de floresta. Esta é a primeira vez que conseguimos uma imagem. O último registro documentado foi feito há mais de 20 anos, com base em vestígios fecais encontrados na região”, explicam os pesquisadores.

A imagem da onça coloca a Serra do Mar do Paraná como área fundamental para a conservação de populações de onças-pintadas, reafirmando que a sobrevivência da espécie só é possível devido ao habitat favorável na região, além do empenho e engajamento de pesquisadores, instituições públicas e privadas, da Polícia Ambiental e da comunidade local para manter essa região da Mata Atlântica o mais conservado possível. É um conjunto de esforços para inibir ações ainda comuns, como a caça, que ameaça animais de grande porte.

O registro do casal de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense foi feito por uma “armadilha fotográfica” colocada em uma região remota da mata, conta o biólogo Gabriel Magezi, membro da equipe do projeto. A pesquisa faz a identificação e o mapeamento da ocorrência de diferentes espécies de animais de grande porte no corredor de Mata Atlântica – área da Serra do Mar no Paraná e litoral sul de São Paulo, conhecida também como região do Lagamar. “Com base nesse mapa de distribuição das espécies, fazemos recomendações para ações de conservação mais efetivas. O registro das onças reforça as informações que a equipe do projeto havia obtido por relatos e entrevistas com moradores locais, trazendo contribuições para o planejamento de conservação e monitoramento a longo prazo”, explica o pesquisador Roberto Fusco Costa, pós-doutorando em Ecologia e Conservação pela UFPR.

Com o estudo, financiado pela Fundação Grupo Boticário e Banco ABN AMRO, os especialistas já registraram outras espécies de grande porte na região, como a queixada e a anta. “O apoio é importante para que tenhamos recursos e condições para obter esses dados, investigar e informar com qualidade a ocorrência de espécies de grande porte, algumas ameaçadas de extinção e que estão presentes na região”, finaliza.

 

  1. video_onca
  2. Video_anta
  3. video_queixada_1